Quase um ano depois…
Mês que vem faz um ano. Convenci o Otto a começarmos esse blog para falar de nós dois, do nosso noivado, da nossa convivência, do nosso amor, das nossas dificuldades. Era o meu jeito de mostrar a ele que podemos construir a nossa vida juntos. Talvez a gente já construísse, só eu não percebia.
Ficamos noivos por insistência minha. Ele acabou topando, se acostumou com a idéia, mas uma coisa eu aprendi: jamais insista nada para um homem. Nada. Eles acabam aceitando para que a gente não fique chateada, depois a coisa descamba. Degringola. Enfim, termina.
O noivado não existe mais, tampouco nós dois. Eu tanto insisti para casarmos logo que ele cansou. Achava que era coisa da minha cabeça, casar para quê? Não está tudo bem assim? Não, não está. Não, não estava. A falta que eu sentia dele era imensa, passou para absurda e chegou ao insuportável. Não agüentava mais ficar longe dele. Por causa do trabalho, não nos encontrávamos mais. Eu trabalho em casa, ele não. E ficava dias sem me ver. E eu sofrendo. E ele achando que era exagero. Por isso eu queria casar logo, assim, nos encontraríamos de qualquer maneira. Ele não quis. Ele não quer. E eu queria tanto.
Nem sei mais o que será daqui para frente. Não sei dele, tampouco ele sabe de mim. Ainda dói. Talvez eu continue por aqui sozinha, quem sabe assim eu consiga ficar bem.